"A verdade vem como conquistador apenas porque nós perdemos a arte de recebe-la como hóspede."
Rabindranath Tagore
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Se você morresse hoje a noite, estaria preparado ?
Devemos e podemos tentar fazer pequenas diferenças na vida de alguém. O que mais há para fazer?
Não precisamos muito para sermos felizes.
Lembre-se que seja o que for que ensinemos, tem que vir de nossa experiência – não podemos simplesmente repetir as palavras.
A autenticidade que seus ensinamentos nos é que nos emocionam tão profundamente.
Se eu morresse amanhã ( Irmã Chan Khong )
Um dia em 1981, vendo o quanto eu estava absorvida enrolando pacotes para crianças famintas no Vietnã, Thay Nhat Hanh me perguntou: “Se você morresse hoje a noite, estaria preparada?” Ele disse que devemos viver nossas vidas de forma que se morrermos de repente, não tenhamos nada a lamentar. “Chan Khong você tem que aprender a viver livre como as nuvens ou a chuva. Se você morrer hoje a noite, não deveria sentir nenhum medo ou lamento. Você se tornará alguma coisa diferente, tão maravilhosa como é agora. Mas se você lamentar perder sua forma atual, não estará liberada. Ser liberada significa perceber que nada pode te obstruir, te impedir, mesmo enquanto cruza o oceano do nascimento e morte.”
Suas palavras me perfuraram e eu permaneci em silêncio por vários dias. Não, eu não estava preparada para morrer. Meu trabalho era minha vida. Eu tinha encontrado meios de ajudar as crianças famintas, apesar das dificuldades, e estava feliz de novo. Se eu morresse de repente, quem continuaria esse trabalho?
Eu contemplei muitas questões práticas como essa, enquanto seguia cada inspiração e cada expiração. Eu não estava exatamente tentando achar a solução. Eu sabia que a habilidade de achar uma estava em mim e quando eu estivesse calma o suficiente, uma resposta se revelaria por si. Portanto eu continuei a respirar e sorrir, e alguns dias depois, eu realmente vi a solução. Eu sabia que a única maneira que me permitiria morrer em paz seria se eu renascesse em outros que desejassem fazer o mesmo trabalho.
Então minha aspiração poderia continuar mesmo se esse corpo falecesse. Eu pensei sobre os jovens que vinham para praticar plena atenção com Thay e decidi compartilhar com eles minhas experiências e desejos profundos sobre ajudar pessoas que sofrem. Eu os ensinaria como escolher remédios, como embrulhar pacotes, como escrever cartas pessoais aos pobres, e como manter os ocidentais em contato com o sofrimento das pessoas no Vietnã. Alguns jovens ficaram inspirados a começar seus próprios comitês, e hoje há trinta e oito comitês para crianças famintas. Se eu morrer hoje a noite de acidente de carro ou de ataque cardíaco, estas trinta e oito reencarnações me permitirão morrer em paz.
Nguyen Anh Huong, que chegou aos Estados Unidos em 1981, ouviu atenta a tudo que eu disse e me perguntou como começar um projeto. Como refugiada recém-chegada, ela conhecia melhor que eu as muitas famílias em grande sofrimento no Vietnã. Eu a encorajei a preparar sua própria lista de famílias que precisavam de ajuda e a achar patrocinadores para elas. Quando as crianças famintas escrevessem agradecendo, ela poderia traduzir as cartas e mandá-las aos patrocinadores.
Lentamente, Anh Huong foi capaz de ajudar centenas de famílias. Bui Than Vu em Paris tem muitas famílias, Bui Ngoc Thuy em Sceaux na França tem oitenta e seis famílias, Annabel Laity em Plum Village está encarregada de quarenta famílias. Adicionalmente, quase todas as irmãs vietnamitas da ordem Tiep Hien (Ordem Interser) na Suíça, Austrália, Canadá, Alemanha e França têm ajudado grupos de famílias famintas.
Se hoje a noite meu coração parar de bater, você verá meu trabalho em todas essas irmãs e irmãos. Há aqueles que continuam meu trabalho pelas crianças famintas, outros que gostam de meu trabalho de ouvir o sofrimento das pessoas de forma que possam ser curadas. Você pode ver meu sorriso no seu olhar e minha voz nas suas palavras. Mas não verá minhas deficiências neles. O samsara de minhas deficiências terminará no dia que esse corpo for transformado em cinzas e então se tornar flor de novo.
Onde quer que eu faça algo, eu vejo os olhos de meus pais e avós em mim. Quando eu trabalhei com aldeões, sempre tinha a impressão que estava fazendo o trabalho conjuntamente com eles e também com as mãos amorosas daqueles amigos que economizaram um punhado de arroz ou poucos dólares para apoiar o trabalho. Minhas mãos eram suas mãos. Meu amor era o amor maravilhoso da rede de ancestrais, pais, parentes e amigos nascidos em mim. O trabalho que eu tenho feito é o trabalho de todos. Não é apenas meu trabalho. Enquanto você lê essas linhas e sabe que, em uma remota área do Vietnã, crianças que são severamente mal nutridas estão recebendo recursos de Plum Village, você pode ver o ato de amor do trabalho coletivo de milhares de mãos e corações. Todos nós, de fato, intersomos. Eu continuarei em cada um e cada coisa que eu já toquei. Não tenho nada a temer e nada a lamentar.
Queridos leitores, agradeço pela sua paciência em ler esse texto. Eu estou com você da mesma forma que você tem estado comigo, e nos encorajamos a perceber nosso mais profundo amor, carinho e generosidade. Juntos no caminho do amor, podemos tentar fazer pequenas diferenças na vida de alguém. O que mais há para fazer?
Quem é a irmã Chan Khong? Quem é Cao Ngoc Phuong? Ela é feita dos seus ancestrais, da terra chamada Vietnã, do ar, do sofrimento, das amizades, dos ensinamentos, da cruel ignorância dos que fazem a guerra, e do amor e entendimento de muitos professores e amigos durante seus primeiros trinta anos naquela parte do mundo e então quase quarenta anos entre muitos bodisatvas no ocidente. As experiências que compartilho são as experiências coletivas de todos que compartilharam a vida comigo.
Se você puder visitar Plum Village onde eu vivo, verá que não precisamos muito para sermos felizes. Um pedaço de madeira sobre quatro tijolos para uma cama, um fina espuma de colchão, um saco de dormir, um lençol fino, algumas caixas para nossos arquivos e muita inspiração e expiração consciente para termos consciência de nossa boa sorte por estar em paz e liberdade para trabalhar por aqueles em necessidade.
Cartas vêm todo dia, trazendo boas notícias de trabalhos inspiradores. Mas algumas cartas e telefonemas trazem notícias que nosso trabalho falhou em algumas áreas. Respiração consciente sempre nos ajuda a acalmar e nos renovar de forma que possamos melhor lidar com as dificuldades e transformá-las. Sabemos que você pode fazer até melhor do que fizemos. Portanto é meu desejo que esse texto, este trabalho pelas crianças famintas, este trabalho organizando retiros tenha sido útil para você como testemunha de nossa prática de interser nesta maravilhosa viagem juntos.
Como eu visto um robe, às vezes amigos têm uma profunda confiança que sou relutante em aceitar e tenho o sentimento que não mereço este respeito. Um dia alguém me pediu e, como sempre, eu recusei; mas ao ver sua dor e seu sincero chamado por ajuda eu sentei quietamente, inspirei e expirei e em um estado de concentração e compaixão, chamei a energia de Avalokiteshvara em mim e ao meu redor. Eu disse silenciosamente, “Possa o grande amor de Avalokiteshvara em mim e no universo ajudar esta mulher a aliviar sua dor.” E neste estado, eu coloquei minhas mãos na sua cabeça, e nos seus ombros.
Por algum tempo depois ela sentiu alívio. Ela disse que a experiência tinha sido confortante e calmante. Eu fiquei altamente surpresa e pensei que certamente tinha algo a ver com sua fé em mim. Eu estou mais acostumada a ajudar pessoas ao oferecer propostas racionais para ajudá-las a resolver seus problemas, baseadas no olhar profundo e na compaixão nascidas de minha meditação. Ninguém nunca deveria subestimar o poder da fé e da devoção.
Ser uma monja na comunidade de Plum Village me dá muitas oportunidades para me curar e ajudar as pessoas a se curarem. Uma vez que alguém transforma suas próprias dificuldades, se torna professor de Dharma e ajuda a aliviar o sofrimento dos outros.
Nosso professor Thich Nhat Hanh sempre nos lembra que seja o que for que ensinemos, tem que vir de nossa experiência – não podemos simplesmente repetir as palavras do Buda. Thay somente nos ensina o que ele experimentou e é por causa de sua autenticidade que seus ensinamentos nos emocionam tão profundamente. Eu espero que meu trabalho tenha inspirado àqueles que silenciosamente e dedicadamente continuam o que iniciei de sua própria maneira.
(Traduzido do livro “Learning True Love” – Sister Chan Khong por Leonardo Dobbin)
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- Irmã Chan Khong é a primeira ajudante do Thay e com ele nos últimos 40 anos.
Inacio
A Lei do caminhão de lixo.
A Lei do caminhão de lixo.
Um dia peguei um taxi e fomos para o aeroporto. Estávamos rodando na
faixa certa quando de repente um carro preto saiu do estacionamento na
nossa frente. O motorista do taxi pisou no freio, deslizou e
escapou do outro carro por um triz.
O motorista do outro carro começou a gritar e gesticular reclamando. O
motorista do taxi apenas sorriu e acenou para o cara num gesto amigável.
Aí eu perguntei: Porque agiu assim? Este cara quase arruína
o seu carro e nos manda para o hospital. E ele me "ensinou" o que eu
chamo agora de "A Lei do Caminhão de Lixo".
Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai
carregadas de lixo, frustrações, raiva e desapontamentos. À medida que
suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para
descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Por isso não devemos
levar atitudes como essa, a nível pessoal. Apenas sorria,acene,
deseje-lhes bem, e vá em frente.
Não pegue o lixo de ninguém, assim correríamos o risco de descarregar
sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. O princípio
disso é que pessoas bem sucedidas não criam caminhões de lixo, nem
deixam o dos outros estragarem o seu dia. A vida é muito curta para nos
preocuparmos com bobagens.
Ame as pessoas que te tratam bem. Ignore as que te tratam mal. Se puder
ajudá-las, ótimo, se não, siga em frente ! Lembrem-se da sabedoria da
água: ela nunca discute com seus obstáculos, simplesmente
os contorna.. Luciana.
Um dia peguei um taxi e fomos para o aeroporto. Estávamos rodando na
faixa certa quando de repente um carro preto saiu do estacionamento na
nossa frente. O motorista do taxi pisou no freio, deslizou e
escapou do outro carro por um triz.
O motorista do outro carro começou a gritar e gesticular reclamando. O
motorista do taxi apenas sorriu e acenou para o cara num gesto amigável.
Aí eu perguntei: Porque agiu assim? Este cara quase arruína
o seu carro e nos manda para o hospital. E ele me "ensinou" o que eu
chamo agora de "A Lei do Caminhão de Lixo".
Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai
carregadas de lixo, frustrações, raiva e desapontamentos. À medida que
suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para
descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Por isso não devemos
levar atitudes como essa, a nível pessoal. Apenas sorria,acene,
deseje-lhes bem, e vá em frente.
Não pegue o lixo de ninguém, assim correríamos o risco de descarregar
sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. O princípio
disso é que pessoas bem sucedidas não criam caminhões de lixo, nem
deixam o dos outros estragarem o seu dia. A vida é muito curta para nos
preocuparmos com bobagens.
Ame as pessoas que te tratam bem. Ignore as que te tratam mal. Se puder
ajudá-las, ótimo, se não, siga em frente ! Lembrem-se da sabedoria da
água: ela nunca discute com seus obstáculos, simplesmente
os contorna.. Luciana.
Joshua Bell - um Stradivarius no metrô de Nova York
A nota é internacional e diz, mais ou menos assim:
Bell, no metrô, era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
<< Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô de Nova York, vestindo jeans, camiseta e boné.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram a bagatela de mil dólares.
A iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post, era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
"Não se compra carinho, dedicação, abraços e beijos.
Não se compra raio de sol, nem gotas de chuva.
A canção do vento que passa sibilando pelo tronco oco de uma árvore é grátis.
A criança que corre, espontânea, ao nosso encontro e se pendura em nosso pescoço, não tem preço.
O colar que ela faz, contornando-nos o pescoço com os braços não está à venda em nenhuma joalheria.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram a bagatela de mil dólares.
A iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post, era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
"Não se compra carinho, dedicação, abraços e beijos.
Não se compra raio de sol, nem gotas de chuva.
A canção do vento que passa sibilando pelo tronco oco de uma árvore é grátis.
A criança que corre, espontânea, ao nosso encontro e se pendura em nosso pescoço, não tem preço.
O colar que ela faz, contornando-nos o pescoço com os braços não está à venda em nenhuma joalheria.
E o calor que transmite dura o quanto durar a nossa lembrança."
( Willian Hazlitt )
Não se compra a amizade, o amor, a afeição. E é isso que precisamos aprender a valorizar.
( Willian Hazlitt )
Não se compra a amizade, o amor, a afeição. E é isso que precisamos aprender a valorizar.
Aquilo que não tem preço, porque não se compra.
Uma empresa de cartões de crédito vem investindo, há algum tempo, em propaganda onde, depois de mostrar vários itens, com seus respectivos preços, apresenta uma cena de afeto, de alegria e informa: Não tem preço.
Será que estamos valorizando somente aquilo que está com etiqueta de preço?
Será que os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detêm o poder financeiro?
Afinal, o que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes?
É o que o mercado diz que podemos ter, sentir, vestir ou ser?
Esse é mais um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas, que são únicas, singulares e a que não damos importância, porque não vêm com a etiqueta de preço.
A conclusão é de que estamos acostumados a dar valor às coisas, quando estão num contexto.
Bell, no metrô, era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
A experiência no metrô, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.
Encosta-se próximo à entrada. Tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.
Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes. >>
Amigos, Apesar desta reflexão ser muito muito muito interessante ...
Apesar de não ter conseguido acesso a nenhuma página em português confirmando ser um hoax (a empresa impede acesso a certas páginas), tudo indica que a nota anteriormente enviada por mim trata-se de um hoax (lenda urbana - vide abaixo a nota).
Vale a reflexão sobre nossos valores. Mas nossas certezas precisam ser embasadas sobre verdades para que resistam as críticas e crivos.
Grato pela compreensão, Inacio
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